Você já parou para pensar a maneira como você vive a sua vida? Já teve a sensação de estar perdido, sem saber qual deve ser seu próximo passo? Ou em algum momento você desejou ou sonhou com alguma coisa e, por algum motivo, não seguiu aquele chamado que sentiu no peito?
Se você se encaixa em qualquer uma dessas perguntas, esse post é para você.
Hoje vamos falar sobre essa sensação de desconforto existencial, digamos assim. Basicamente é quando você não sabe o que fazer da sua vida, ou como fazer para atingir algum objetivo.
E aqui eu estou falando de um modo geral, e não só de trabalho ou estudo. Essas dúvidas e incertezas acontecem porque a pessoa precisa embarcar numa jornada de autodescoberta.
Afinal, só conhecendo a si mesmo é possível saber do que gosta, o que não gosta, o que prefere e como prefere. Com essa autodescoberta você se conhece, e passa a saber quais são seus anseios, desejos e sonhos.
E essas coisas nos movem com mais força, concorda?
Todos os dias, nós acordamos. Mas algumas pessoas acordam com mais disposição que outras, com mais vontade de fazer, realizar, conquistar, etc.
Por que existe essa diferença? Muito provavelmente a pessoa que acorda mais disposta tem um sonho pessoal ou, como eu prefiro chamar, um propósito.
Ter um propósito na vida implica encontrar um sentido mais profundo e uma direção que dê significado às experiências e o que você faz no dia a dia. E tudo que não estiver de acordo com o seu propósito, não é necessário manter na sua vida. E se te atrapalhar, aí que não deve ser mantido mesmo.
A gente pode ver isso “na prática” com alguns atletas, que se dedicam exaustivamente, treinando, seguindo dietas rígidas, abdicando de algumas coisas, como viagens, festas e bebidas para, literalmente, viver o propósito.
Tem uma frase já bastante batida que é assim “Só vive o propósito quem suporta o processo”. É chichê? Sim. É verdade? Com certeza.
Então você se conhece, você descobre o que gosta, o que não gosta e o que você quer, e assim descobre o seu propósito de vida, seu sonho.
O que fazer em seguida?
Trilhar o caminho que te leve o mais próximo possível de alcançar o seu propósito.
Sendo bem prática, isso inclui:
- Atividades diárias que você deve fazer
- Ter foco no que você quer e não permitir que distrações externas mudem sua atenção.
- Subir uma escada numa trilha. Degrau por degrau. A cada dia, você estará mais próximo, acredite.
Mas escada cansa, não é? Sim, justamente por isso que eu escrevi escada, e ainda por cima em uma trilha. O caminho é cansativo e irregular, você pode escorregar, cair e se machucar, mas você sabe para onde deve ir: para cima, sempre subindo a escada.
É difícil, é cansativo. E você precisa de coragem, persistência, perseverança.
E aí você pode se perguntar se você vai aguentar. Mas aqui está um truque. Sabe quando tudo se torna melhor? Quando você para de olhar só pra frente.
Você tem que viver de acordo com o seu propósito, mas tem que aproveitar a jornada. Valorizar o que aprendeu, as pessoas que conheceu, as experiências que vivenciou. Quando você é grato por tudo aquilo que te aproxima do seu propósito, persistir fica muito mais fácil.
E é essa mensagem do livro O Alquimista, do autor Paulo Coelho. Foi a partir desse livro que eu refleti mais sobre essas questões e decidi fazer esse post.
Vamos combinar, se eu já chegasse escrevendo que este conteúdo era só mais uma resenha de livro, você ia querer ler todo? Talvez, mas não a grande maioria das pessoas, não.
Enfim, O Alquimista mistura filosofia e espiritualidade em que o protagonista, Santiago, deixa de ser um pastor de ovelhas para ir ao Egito procurar um tesouro nas pirâmides.
A narrativa tem um estilo simples, um pouco poético e direto. É rica em simbolismos e metáforas, explorando temas como a busca pela realização pessoal e a importância de ouvir a voz interior, a famosa intunção.
A filosofia central do livro gira em torno da ideia de que, ao seguir os sinais do universo e permanecer fiel aos seus sonhos, cada pessoa pode alcançar a sua “Lenda Pessoal”.
Apesar de algumas críticas em relação ao estilo literário e à profundidade filosófica, a obra continua a inspirar leitores com sua mensagem otimista sobre a busca do indivíduo pelo significado da vida e pelo cumprimento de seus destinos pessoais. “O Alquimista” tornou-se um fenômeno global, traduzido para inúmeros idiomas e vendendo milhões de cópias em todo o mundo.
Compartilhando minha experiência sobre o livro muito brevemente, não é o tipo de leitura que mais me conquista. Eu gosto de histórias mais desenvolvidas, detalhadas, personagens bem desenvolvidos. Gostei do livro de um modo geral, mas não senti aquele prazer todo com a leitura. De qualquer forma, valeu a pena a leitura pelo que a obra me fez refletir.
Como seguir o seu propósito (esta é uma resenha desconstruída do livro O Alquimista, de Paulo Coelho: leia aqui)


