Se você é um autor e acha que está falhando em alguma coisa, este post é para você. Ou, talvez, você esteja procurando um conteúdo para justamente não errar com a sua carreira no futuro.
Independente da sua motivação, você caiu neste texto, e vou te dizer quais são os três piores erros dos escritores (na minha opinião, é claro), então vamos lá.
Erro 1: Tentar escrever como autores famosos
Este erro é clássico. É muito comum que a gente leia livros e acabe admirando o autor que teve tanta criatividade para criá-los. Entretanto, a admiração deve ter um freio. Você, que está começando a escrever suas histórias, não deve tentar copiar o estilo do autor prestigiado que tanto admira.
E o motivo para evitar isso é bem simples: dificilmente você vai conseguir copiar o estilo. Além disso, é quase uma forma de autossabotagem com a sua carreira. A partir do momento que focar no estilo do outro, na forma do outro escrever e criar, você irá, inevitavelmente, podar, limitar e sufocar a sua própria criatividade e o seu próprio estilo, que já estaria se desenvolvendo se você não tivesse colocado na cabeça a ideia de que o estilo do outro é melhor.
Ora, o que te faz pensar que as pessoas não gostariam do seu estilo? Talvez, quem sabe, inspirando-se em quem você admira, até desenvolva um estilo parecido, mas que será o seu estilo, único. Só seu.
Imagine só o peso da comparação e da insegurança de não conseguir igualar o seu estilo a de escritores já prestigiados, como Stephen King e Clarice Lispector. Não dê um tiro desses no seu próprio pé!
A minha dica é: simplesmente escreva. Sem tentar copiar ninguém. Sem esperar criar um estilo da noite para o dia. Quanto mais você praticar, mais autêntico será. Você vai adquirir um jeito de escrever que é apenas seu, acredite. E, sim, existirão pessoas que vão amar suas histórias e sua maneira de contá-las, assim como também vai ter gente que não vai gostar (nem Jesus agradou todo mundo, então segura a onda).
Erro 2: Esperar estar “pronto” para começar
Outro erro maravilhoso, que vai deixar suas obras fora das prateleiras, fora dos Kindles, fora dos clubes de leitura. Sendo bem direta e clara: você não vai ficar pronto(a) para escrever seu livro. Sempre existirá mais uma pesquisa, mais uma inspiração, mais um capítulo para planejar.
Você não precisa fazer três cursos, ler quinhentos livros e ter a “ideia perfeita” para começar a escrever. A verdade é que você aprende a contar a história enquanto a constrói. Aprende a escrever, escrevendo, errando, apagando, reescrevendo.
Quer uma dica? Comece com o que você tem, com o básico. O primeiro rascunho do seu livro não precisa ser bom (e provavelmente não será), ele só precisa existir. Depois, como uma pedra bruta, você poderá lapidá-lo como um diamante. Mas, para isso, você precisa colocar a mão na massa (ou a mão no teclado, no caso).
Erro 3: Falta de constância
Esse é o erro mais comum e também o mais prejudicial se você tem o desejo de um dia ser reconhecido como autor. Veja bem, quem não é visto, não é lembrado. As pessoas não fazem por mal, o tempo simplesmente se encarrega de apagar as informações sobre você das mentes dela, então é importante que você seja visto, seja lido e seja lembrado.
Como fazer isso? Como não cair no esquecimento em um mundo que a cada cinco minutos existe uma novidade para distrair as pessoas? Trabalhando. Se mostrando. Escrevendo. Não tem caminho fácil, não tem almoço grátis.
É comum começarmos a carreira de autor com todo o gás, mas na primeira decepção ou crítica mais dura, fraquejarmos no propósito. E então, o autor se encolhe em sua carapaça de introspecção e some até curar o ego ferido e poder retornar.
O problema é que, quando retorna, as coisas já mudaram, e você já não será lembrado.
É claro que podem acontecer coisas na vida, como aconteceram na minha, que acaba nos obrigando a nos afastarmos do sonho de viver de livros. No entanto, nesses momentos, apenas dê uma pausa para descansar, para recuperar o fôlego. Desistir não é uma opção. Repito, para que fique gravado na sua mente: Desistir não é uma opção.
Tente se manter ativo nas redes sociais, continue com sua rotina de escrita, invista nas suas publicações semestrais ou anuais de novas obras.
E é sempre bom lembrar: a constância é muito mais importante que perfeição. Escreva um pouquinho todo dia, publique nas redes, fale dos seus projetos. Quem não é visto, não é lembrado. E quem não é lembrado, não tem leitores.

