
Essa é uma pergunta difícil. Por natureza, já não tenho uma boa memória. E também aprendi que as memórias não são 100% reais. Muitas coisas, apenas imaginamos que aconteceu e se fixam no nosso subconsciente.
Mas, enfim…
Tudo começou… mais especificamente, minha história como autora começou quando eu ainda era criança.
Minha mãe estudava e trabalhava muito, e sempre fui quietinha. Gostava de ficar no meu canto fazendo qualquer coisa. Uma dessas coisas era imaginar histórias, principalmente a partir de algo que eu tivesse lido ou visto. Eu passava horas “viajando” nos meus próprios pensamentos, e isso ainda acontece hoje em dia. Essa é uma característica que espero nunca perder. Sinto-me criança novamente, e mais: sinto-me livre. Nos meus pensamentos, não preciso ter limites.
Eu viajava e viajava, mas, graças a minha memória de peixe, acabava me esquecendo das histórias que eu criava, conseguindo me lembrar só de alguns pedaços, geralmente os mais emocionantes. Nem preciso dizer o quanto isso me deixava triste.
Então, foi assim que decidi escrever as viagens do meu pensamento, as histórias coloridas e animadas que só existiam na minha mente.
Basicamente, tudo começou, acredite ou não, quando observei formigas em uma fileirinha enquanto tomava café da manhã. (Lembra que falei que imaginamos nossas memórias? Pois é. Não tenho certeza se foi assim, mas acho que foi.)
Eu observei as formigas e achei muito interessante toda aquela organização. Enfileiradinhas, elas seguiam umas as outras. Já tinha assoprado para ver o que acontecia, que era basicamente: tudo se tornava um caos. Ainda deve ser assim, mas hoje tenho dó de assoprar formigas. Devem pensar que o mundo está acabando ou algo assim.
Não assoprei. Não fiz nada. Apenas observei. E nessa contemplação muda notei que duas formiguinhas não seguiam as demais. Na verdade, poucas formigas desertavam da ordem e seguiam outro caminho. Isso me fez pensar o motivo e para onde iriam. E foi assim que comecei a imaginar um universo onde formigas tem consciência, são capazes de falar e têm famílias (mas quem disse que não têm?).
Criei uma história em que a formiga-mãe estava fugindo do formigueiro com seu filho. Eles pegavam um balão para fugir. (Sim, um balão). Durante vários dias, escrevi a lápis a história no caderno. Mas a triste notícia é que o caderno acabou no lixo e já não me lembro da história. Não lembro sequer se a terminei.
Mas foi assim. Desculpe se esperava algo mais emocionante. Mas a verdade é que a vida não é tão emocionante assim.
Mas o que criamos pode ser. Por isso eu amo escrever ficção e fantasia. Assim consigo dar a minha mente quase toda liberdade do mundo e me libertar da chata realidade que aprisiona todos nós.
Beijos da Pam 🙂


Parabéns Paloma, pois sua história é transformadora. Sou novo nessa área. E vou começar a te acompanhar para aprender e me transformar a cada dia um escritor melhor. Obrigado por compartilhar sua história.
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